Pai, eu estou observando você

 

Pai_Filho(1)

Pai…

Você não sabe disto agora… mas eu estou observando você.

Observando as coisas que você faz. Observando como você trata as pessoas.

O modo como você trata a mim, a minha mãe e a minha irmã.

O modo como você vive está tendo um grande impacto em mim.

Quando chegar a minha hora de escolher uma profissão,
e prover minha família, a sua ética no trabalho estará na minha mente.

O tempo que você passa comigo, mesmo que fazendo algo bobo, fará com que eu me sinta mais confiante.

Haverá momento em minha vida, em que lutarei com minha integridade e, talvez, não esteja certo do que fazer.

Mas me recordarei de como você defendia aquilo que era correto, mesmo quando você podia ter olhado para o outro lado.

Algumas das escolhas que você está fazendo, eu também farei.

Por favor, não tenha medo de me mostrar seus fracassos,
de mostrar os seus erros. Eu aprenderei com eles.

Pai, você está ouvindo? Eu estou observando você…

Observando se você crê realmente naquilo que fala sobre Deus.

Eu preciso da sua ajuda para me mostrar o caminho.

Mostrar-me como viver uma vida que não é segura. Mas é boa!

Eu estou observando, pai. Todos os dias.

Você está me ensinando como viver… Ainda que não saiba disso.

*   *   *

O exemplo é fundamental no processo de aprendizado de qualquer ser humano, sobretudo no seu período infantil.

As referências que o filho tem em casa, daqueles que são seus tutores na nova vida, serão determinantes para a moldagem de seu caráter.

Há uma tendência, perfeitamente natural, de repetirmos a conduta de nossos pais.

A influência é tão forte, que extrapola a parecença comportamental e se estende até a semelhança dos gestos, da maneira de falar, de organizar ideias, etc…

São esses referenciais de conduta que irão ser confrontados, já a partir da primeira infância, com tudo aquilo que a alma imortal traz em sua bagagem milenar.

Se as referências forem positivas, há uma chance muito maior de que o filho venha a obter sucesso em sua nova jornada.

Por isso, pais e mães, muito cuidado com o que estamos passando aos nossos filhos.

Não só através de palavras, de discursos, mas sobretudo através de nossa conduta.

Tudo que apresentarmos como normal na vida no lar, tende a se normalizar na vida da criança.

Os filhos estão nos observando sempre e construindo, em cada momento ao nosso lado, seu sucesso ou infelicidade futuros.

Todos ganhamos quando passamos a vigiar nossa maneira de agir no mundo: os filhos, pois terão referencial seguro, maduro. Os pais, pois conseguem a motivação que lhes faltava para se autotransformarem.

A oportunidade da convivência familiar é única. Aproveitemos com sabedoria.

Executivo e pai

Executivo e pai

Ser um executivo de sucesso e pai, ao mesmo tempo, parece
impossível.
A empresa exige excessiva dedicação e há executivos que chegam a
passar cento e oitenta dias por ano entre aeroportos, táxis e
hotéis.
Estudos feitos na Califórnia indicam que um pai típico da década
de sessenta costumava passar quarenta e cinco minutos por dia com os
filhos. Três décadas depois, esse tempo foi reduzido para seis
minutos.
O empresário americano, Tom Hirschfeld, de trinta e seis anos,
afirma, no entanto, que é possível ser um ótimo executivo e um
ótimo pai.
Com dois filhos, de cinco e dois anos, diz que um pai que consegue
driblar as manhas e vontades de um filho de cinco anos, por exemplo,
tem todas as condições para tirar de letra quaisquer problemas com
um funcionário talentoso, mas complicado.
Homens de negócios, bons empresários, diz ele, podem ser ótimos
pais. Assim, aconselha: /Conheça seu filho. Descubra os gostos dele,
seus amigos e inimigos. Gaste algumas horas com ele./
/Faça com que seu filho tenha confiança em você. Marque presença.
Administre sua agenda e esteja presente nos momentos importantes da
vida dele./
/Saiba quando e a quem delegar a sua substituição. Assim, não
deixe a babá levar o seu filho para a cama só porque você quer
assistir o segundo tempo do futebol na TV. Aproveite e esteja com
ele./
/Faça a oração da noite e se enterneça com as rogativas dele a
Deus, que vão do papai e mamãe ao gatinho doente da prima./
/Supervisione a escovação dos dentes, a troca do pijama e descubra
como ele está crescendo, vencendo suas barreiras./
/Resista à tentação de deixar seu filho aos cuidados da televisão
ou do computador. Nada é tão importante como a presença, o toque, a
palavra./
/Não há necessidade de estar cem por cento do tempo com os filhos,
mas aprenda a reservar um bom tempo para a família./
/O restante é seu, não importando o que você faça com ele./
/E não se esqueça que é preciso ter disciplina, pois a melhor
forma de ensinar ainda é o exemplo. E o melhor caminho é o
diálogo./
* * *
No trato com os filhos, seja sempre imparcial, a fim de não incorrer
em injustiças.
Mas não confunda justiça com igualdade. Cada filho, por sua
personalidade única, deve ser tratado de forma diferente.
Dose, portanto, sua energia com uns e outros.
Com certeza, a tarefa não é fácil. Contudo, você tem um aliado
invencível: Deus, nosso Pai, que sempre está ao seu lado e lhe
responderá às indagações que Lhe dirigir pela prece sincera.
Redação do Momento Espírita, com base no artigo Não basta

ser executivo… Tem que ser pai, de Alexandre Alfredo, da revista

Exame, de 11 de agosto de 1999.

A melhor idade do amor

 

Sábado, dez horas e vinte e um minutos da manhã. Chuva insistente
de outono. Um casal adentra uma panificadora para tomar café.

Dois cafés com leite e três pães de queijo, por favor.

Ela parece um pouco agitada. Não tira os olhos dele. Ele parece
tranquilo, dessas pessoas que já conseguem viver num tempo um pouco
mais lento do que o do relógio.

A diferença de idade é gritante. Não mais de quarenta, ela.
Próximo aos oitenta, ele.

Ele olha para fora pela janela entreaberta.

Ela sorri, carinhosa.

Todos os seus filhos nasceram aqui nesta cidade?

Ele pensa um pouco… – Sim, todas elas… Três filhas.

E você? Onde nasceu? – Volta a inquirir a mulher.

Eu não sou daqui. Nasci no interior… Longe da cidade.

E o que você lembra de lá?

Ah… Muitas coisas… – Responde ele, com leve sorriso.

Então, silencia. Parece fazer algum esforço para recordar de algo
especial, mas logo desiste. Volta a olhar para fora, procurando a
chuva fina.

Sabe… Acho que tive uma vida feliz…

Ela permanece interessada. Um interesse de primeiro encontro. Observa
os cabelos brancos dele, a tez um pouco castigada, os olhos azuis.

Respira fundo. Alguém poderia dizer que é o respirar de quem está
apaixonado.

Você só casou uma vez? – Pergunta ela, com certo embaraço na
voz.

Sim. Tereza. Mãe de minhas meninas. Que Deus a tenha.

Ela fica um pouco emocionada e constrangida, repentinamente. Esboça
um sorriso para disfarçar. Olha para a mesa. Ainda resta um pão.

Pode comer. Já estou satisfeita.

Almoçamos juntos amanhã? – Pergunta ele, ansioso por ouvir um
sim.

Sim… Claro que sim. É dia de almoçarmos juntos. Você sabe que
gosto muito de estar com você, de ouvir suas histórias…

Estou um pouco esquecido hoje, eu acho. Contei pouco…

Não tem problema. – Diz ela, carinhosa. – Tem dias que a gente
está com a memória mais fraca mesmo.

Doutor Maurício disse que é importante ficar puxando as coisas da
memória sempre. Ele diz que é como um exercício físico que
fazemos para não “enferrujar”. – Conclui ele.

É verdade… – Ela suspira. – Precisamos cuidar da memória…

Novamente um longo silêncio entre os dois.

Ele volta a vislumbrar o exterior, contemplativo.

Ela nota seu rosto em detalhes, ternamente.

Fecha os olhos, por um instante, como se fizesse uma breve oração,
uma rogativa sincera a uma Força Maior.

Volta a abri-los, vagarosamente, e então pergunta:

Pai… Pai… Posso pedir a conta?

Ele acena positivamente. A conta chega. Ela se levanta primeiro, vai
em direção a ele, envolve-o num abraço e o ajuda a levantar.

Aquela era a rotina de todo sábado, às dez horas e vinte e um
minutos da manhã, nos últimos dez meses.

* * *

Foram nossos genitores que nos proporcionaram um corpo, abençoado
instrumento de trabalho para o nosso progresso, bem como um lar.

Pensando em tudo isso, louve aos seus pais. Cuide deles, agora quando
estão velhos, alquebrados, frágeis ou doentes.

Faça o possível para não os atirar nos tristes quartinhos dos
fundos da casa, aonde ninguém vai. Não se furte à alegria de
apresentá-los aos seus amigos e às suas visitas;

Ouça o que eles tenham a dizer. Quando estejam em condições para
isso, leve-os para as refeições à mesa com você. Retribua, assim,
uma parcela pequena do muito recebido por seus genitores anos atrás.

fonte:  no cap. 7, do livro Ações corajosas para viver em paz,  ed. Fráter.

Quem é você?

Entre os guardados do executivo de uma grande empresa, encontramos, um dia, a seguinte nota:

Quem é você, que chegou tão de mansinho e conquistou meu coração de forma tão absoluta?

Lembro que, quando você se fez anunciar, encheu de ansiedade o coração de sua mãe e me acenou com o doce encantamento de ser pai.

Aguardei sua chegada, entre noites indormidas de sua mãe, tentando acomodar a barriga de uma e de outra forma, enquanto você crescia dentro dela.

Afinal, você chegou! Era tão pequena, tão miúda, que no primeiro momento tive medo de machucá-la, ao segurá-la em meus braços musculosos. Minhas mãos pareciam tão desajeitadas e grandes para segurar algo tão delicado.

Nos dias seguintes, fui descobrindo a sua fortaleza. Enquanto você se entregava aos meus cuidados, tão frágil, tão dependente. Fui me sentindo um gigante, com a enorme responsabilidade de responder pela vida de um pequenino ser, que confiava totalmente em mim.

Um ser que dormia em meu colo e se aquietava em meu peito, quando a aconchegava junto a mim. Uma criaturinha que ficava me olhando, emitindo sons que eu nem entendia, enquanto eu trabalhava ao computador. 

Depois fui descobrindo a maravilhosa potencialidade que dormitava em você, na medida em que os meses foram passando e você se foi revelando.

Recordo do interesse pelos meus livros. Claro. De início, o que você mais adorava era o som das páginas rasgando. E que belo estrago você fez em algumas das minhas revistas!

Aos poucos, fomos nos entendendo e você foi compreendendo que devia respeitar certos espaços e certas coisas. Que podia ter acesso aos livros, às revistas, aos CD’s para deles usufruir, sem estragar.

Quando menos esperava, lá estava você frente ao computador, imitando meus gestos, tentando digitar tão rápido quanto eu, manuseando o mouse, clicando aqui e ali, vitoriosa, retirando da impressora a folha reproduzindo o bicho colorido que você escolhera na página aberta da Internet.

Depois veio a escola, e cada dia você retorna com uma musiquinha, um versinho, uma dobradura. Algo que você aprendeu, fez, criou.

Cada dia você me conquista mais. Hoje sei que Deus mandou você para a minha vida para transformar minha intimidade.

De homem de negócios, sempre sério, postura impecável, tornei-me o garoto que se ajoelha e se permite ser o seu cavalo de estimação, andando pela casa com você nas costas.

Do ser quase indiferente, que não conseguia demonstrar carinho, você me transformou num homem que retribui a doçura do seu beijo com outro.

E isto fez com que eu também me voltasse para sua mãe, para minha própria mãe e a elas também conseguisse demonstrar amor.

Você me desperta pela manhã, com seu canto e sua voz, enquanto saltita pela casa e a mantém alegre todas as horas.

Retorno do meu trabalho, cansado e, em poucos minutos, me recomponho ante a sua presença, que me salta nos ombros, quase me sufoca de abraços, dizendo da sua saudade, e me conta as mil pequenas coisas que fizeram o seu dia.

Olho nos seus olhos, sentindo um afeto profundo jorrar de minha alma. Mergulho na limpidez do seu olhar e ante tanto que recebo de você, me pergunto: quem é você, minha filha?

Quem é você, dádiva de Deus, que veio me transformar em um ser melhor e me mostrar que o mais importante no mundo não é o que se tem, o que se compra, o cargo que se ocupa ou a função em que estamos?

escrito em homenagem a Nadine Helena Marcon. Em 06.01.2011..

A Distância Não Separa Pais e Filhos

 

Pai, hoje mais que ontem, eu gostaria de estar perto de você,
sentindo sua presença calorosa, sei que só posso fazer isso
em pensamento, pois quilômetros de distância separam-nos
nesse momento.

Hoje, no dia dos pais, a saudade me acorrenta, fazendo com
que a alma fique anestesiada na lembrança dos bons momentos
que passamos juntos.
Mas mesmo distante, peço a Deus que derrame dos céus
bençãos de vitórias, iluminando seus caminhos por onde andar.

Sei que por inúmeras vezes, teve dificuldade para me
conduzir por essa vida, houve tantas renúncias, tantos
sonhos adiados se perderam no caminho, e mesmo assim
seu sorriso sempre reluzia, todo brilho e orgulho de ser pai.

Agora que eu cresci, é que vi o verdadeiro valor de ter um pai,
um herói, cheio de garra que trás no coração um glorioso
troféu, o da vitória de ter criado seus filhos.

Neste dia destinado a você pai, quero lhe dizer que esta distância
que nos separa, serve somente para aumentar o amor e a
admiração que sinto por você, meu pai..

A distância atiça o amor que quebra as barreiras da saudade.

Feliz Dia dos Pais

Seu filho.

Filho és, Pai serás

Há muito tempo, num país distante, um homem, vendo que seu pai já era velho e não podia trabalhar, resolveu livrar-se dele.
Assim, num certo dia de Inverno, pegou numa manta e numa broa e convidou o pai a acompanha-lo até ao cimo de um monte.
Chegado lá, o filho disse ao pai que não o podia alimentar e que, por isso, ali o deixava.

O pai de lágrimas nos olhos, pela tristeza de se ver assim tratado pelo filho, ainda teve forças para lhe perguntar:
– Filho, não trazes, por acaso, uma faca?
– Para que a quer, meu pai?
– Olha, filho, lembrei-me de cortar esta manta e esta broa ao meio para que leves uma parte para casa.
-Para quê, pai? – perguntou o filho, intrigado com a atitude do velho.
– É para o teu filho te dar quando fores velho como eu e já não puderes trabalhar…

O filho olhou o pai e, compreendendo a lição que este lhe dera, chorou de arrependimento e trouxe-o de novo para casa, onde o tratou com carinho até à hora da sua morte.

Quem disse…

Quem disse
que por detrás daquela barba
que nos arranha o rosto
não tem um coração moleque
querendo brincar?

Quem disse
que por detrás daquela voz grossa
não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou
que aquelas mãos grandes
não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou,
que aqueles pés enormes,
não deslizam suaves na calada da noite,
para o sono do filho velar?

Quem é que achou
que no fundo do peito largo e viril
não tem um coração de pudim,
quando o filho amado,
com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou
que aquele coroa,
de cabelos brancos não sabe da vida
para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!

Feliz dia dos pais, meu PAI.

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